Atualmente, existem muitas empresas que vendem likes com a propaganda de fazer a marca bombar nas redes sociais e trazer seguidores reais. Na ânsia de crescer rapidamente nas redes sociais muitos empreendedores optam por comprar fãs para seus perfis nas mídias digitais, com a intenção de vender rápido seus produtos, porém será que essa atitude é saudável para a marca e realmente consegue atingir objetivos em vendas?

Além de ilegal, a prática é altamente prejudicial às marcas. Em 2019, a advogada geral de Nova York, Letitia James, proibiu a prática da venda de seguidores em um acordo com a empresa Devumi, acusada de ser responsável pela venda milhões de likes, retweets e seguidores falsos em redes sociais. As contas de bot funcionavam sem verificação pelo Twitter, YouTube, LinkedIn, SoundCloud e Pinterest. A empresa acabou sendo responsabilizada pelas fraudes e crimes cometidos, sendo condenada a pagar 50 mil dólares para cobrir os custos com a investigaçao.

Assim como o Facebook, Instagem e demais redes sociais possuem termos de serviço, é necessário conhecê-las antes de utilizá-las. O próprio Twitter diz que “a compra e venda de nomes de usuários é explicitamente contra as nossas regras. As contas poderão ser suspensas por violação dos termos de serviço se forem descobertas fazendo isso”.  O artigo nº 154 do Código Penal também diz que é crime “invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores (…) com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa”, assim como disseminar vírus que permitam essa invasão, sob pena de três meses a um ano de prisão.

Dessa forma, os empresários que investem na compra de curtidas, favorecem o aumento de crimes como roubo de imagens de pessoas reais em redes sociais, a disseminação de vírus e a criação de perfis fakes. Além de colocar o mercado todo em risco, essa atitude gera uma falsa sensação de influência digital e facilmente pode ser identificada pelo público, logo que a quantidade exagerada de fãs e a falta de engajamento ou comentários nas publicações são contraditórias. O resultado? Descrédito por parte  dos usuários e em vez de aumentar as vendas a marca perde a pouca audiência real que possui.

Um problema maior deste tipo de prática é que a marca está investindo em métricas da vaidade, ou seja, está se importando apenas com os números e não com a qualidade da audiência. É muito importante dizer que a marca pode ter poucos fãs, mas vender muito, afinal o público presente é qualificado, tem ligação direta com a marca e participa ativamente, curtindo, comentando e compartilhando. Além de tudo, ser popular não garante as vendas e existem muito perfis com altíssimo número de seguidores, mas que não faturam nada.

A melhor opção é fugir da tentação de crescer instantaneamente, evitando que a marca pareça mais popular do que realmente é, ser sincero e começar do começo, ou seja do zero. Construa uma audiência nutrindo-a com conteúdos de valor, que agreguem fatos, dicas e informações relevantes para o público.

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[avatar user=”Maira Hess” size=”thumbnail” align=”left” link=”www.buzzstation.com.br”]Escrito por Maira Hess[/avatar]

Públicitária e Assessora de Comunicação. Especialista em Inbound Marketing, Marketing Digital e Marketing de Conteúdo.